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Tribunal Regional Eleitoral - BA

Secretaria de Gestão Administrativa e Serviços

Coordenadoria de Gestão da Informação

PORTARIA Nº 239, DE 09 DE JULHO DE 2019

Institui Comissão Permanente para Condução de Sindicância e Processo Administrativo Disciplinar e dá outras providências.

O PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DA BAHIA, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 153, do Regulamento Interno da Secretaria deste Tribunal,

CONSIDERANDO a necessidade de aperfeiçoar a regulamentação do exercício do poder disciplinar no âmbito deste Tribunal;

CONSIDERANDO que a autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa,

RESOLVE:

Art. 1º Instituir Comissão Permanente para Condução de Sindicância e Processo Administrativo Disciplinar, que se regerá pelos preceitos contidos na Constituição Federal e na Lei nº 8.112/1990, bem como pelos demais diplomas legais que tratam da matéria, com o objetivo de apurar irregularidades praticadas no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia.

Art. 2º A Comissão Permanente para Condução de Sindicância e Processo Administrativo Disciplinar deverá zelar pelos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência, devido processo legal, da ampla defesa, contraditório e presunção de inocência.

Art. 3º Designar os servidores abaixo relacionados para comporem a comissão:

I - Adilma Maria Nunes de Andrade;

II - Adriano Mitsuo Muniz Shibasaki;

III - Alba Maria Borges Barbosa;

IV - Alex Sandro Argolo Pacheco Pereira;

V - Aline Esquivel Barreto;

VI - Aline Roberta Couto Reis;

VII - Ana de Cássia Rezende Melo;

VIII - André Francisco Gomes de Oliveira; 

IX - André Luís Almeida Abreu;

X - André Vilasboas Silva;

XI - André Vinicius Muniz Andrade;

XII - Camila Correia Schubach Cavalcanti;

XIII - Carla Cristine de Sousa Santos;

XIV - Cássio José Vilas Boas Rosa;

XV - Cláudia Fonseca Borges;

XVI - Cláudia Maria Pinheiro Ferreira;

XVII - Celma Maria Ferreira da Silva Lemos;

XVIII - Edilene Alonso de Carvalho Lima;

XIX - Eudilza Freitas de Sena;

XX - Flávio José de Freitas Júnior;

XXI - Giulianna Souza Gusmão Ladeia;

XXII - Jaime Barreiros Neto;*

XXIII - Katianne Reis da Silva Carvalho;

XXIV - Kátia Cristina Isaías Guttemberg da Costa;

XXV - Lafayette Ramos Ferreira Mandinho;

XXVI - Leila Silva França de Azevedo;

XXVII - Lícia de Souza Blohem;

XXVIII - Lílian Ribeiro Pondé de Rocha;

XXIX - Ludmila Rocha Santana Brito;

XXX - Maíra Teixeira Vieira Borges;

XXXI - Manoela Fahrá Mascarenhas Moraes;

XXXII - Márcia Pereira Lopes Oliveira;

XXXIII - Maria da Conceição dos Santos;

XXXIV - Maria da Salete Saraiva;

XXXV - Maurício Azevedo Martins;

XXXVI - Mônica Novais Penna;

XXXVII - Nara Pereira de Matos;

XXXVIII - Nizaldo Pereira da Costa;

XXXIX - Patricia Cansian Moura;

XL - - Rita de Cassia Moinhos de Almeida;

XLI - Rosana Sampaio da Paz;

XLII - Simone Britto Sena Gomes;

XLIII- Suzy Cardoso Tonhá;

XLIV - Tatiana Costa de Oliveira.

XLV - Themis de Holanda Barbosa Medina Qintino;

Art. 4º A designação de servidores para compor comissões dar-se-á de maneira equânime, mas, não necessariamente, de forma sequencial.

Art. 5º Os membros da Comissão Permanente para Condução de Sindicância e Processo Administrativo Disciplinar desempenharão suas atribuições concomitantemente com as de seus respectivos cargos, exceto quando estiver no exercício de suas atividades em sindicância ou processo administrativo disciplinar, ocasião em que, mediante conhecimento do chefe imediato, poderão se afastar de sua unidade de lotação, devendo retornar após a finalização dos trabalhos.

Art. 6º A sindicância é o instrumento destinado à apuração de irregularidades praticadas no serviço público, à comprovação da materialidade e à identificação da autoria, podendo resultar na aplicação de advertência ou de suspensão de até trinta dias ou na abertura de processo administrativo disciplinar.

Art. 7º O processo administrativo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido, podendo resultar na aplicação de pena de advertência, suspensão, demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou destituição de cargo em comissão.

Art. 8º O processo administrativo disciplinar submetido ao rito sumário é o instrumento destinado a apurar as infrações disciplinares de acumulação ilícita de cargos, abandono de cargo e inassiduidade habitual.

Art. 9º O processo de sindicância ou processo administrativo disciplinar terá início de ofício ou mediante notícia da ocorrência de irregularidade, devidamente protocolada na Secretaria do Tribunal.

Art. 10 O prazo para conclusão de sindicância ou processo administrativo disciplinar observará o seguinte:

I - na sindicância, não excederá trinta dias, admitida sua prorrogação por igual período, quando as circunstâncias o exigirem;
II - no processo administrativo, não excederá sessenta dias, admitida sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem;
III - no processo administrativo disciplinar submetido ao rito sumário, não excederá trinta dias, admitida sua prorrogação, por até quinze dias, quando as circunstâncias o exigirem.

Parágrafo único. Os prazos estabelecidos neste artigo começam a contar a partir da data de publicação do ato que determinar a apuração da denúncia.

Art. 11 O pedido de prorrogação do prazo, devidamente justificado, deverá ser dirigido ao Presidente e ser feito antes do término daquele inicialmente previsto.

§1º O prazo da prorrogação será contado a partir do término daquele fixado na portaria que determinou a apuração da denúncia.

§2º O indiciado ou seu procurador serão informados pela comissão sobre deferimento da prorrogação do prazo.

Art. 12 Comprovada a prática e a autoria de ilícito, deverá ser aplicada a respectiva pena e emitida portaria.

Parágrafo único. A portaria de aplicação de penalidade deverá conter o nome e a qualificação funcional do servidor apenado, o dispositivo legal ou regulamentar infringido, a qualificação da sanção imposta e, se for o caso, sua quantificação, e o processo administrativo que lhe deu origem.

Art. 13 A comissão contará, sempre que se fizer necessário, com auxílio das unidades do Tribunal, em suas respectivas áreas de competência, para o desempenho de suas atribuições.

Parágrafo único. O gestor da unidade a que for solicitado auxílio pela comissão deverá prestá-lo no prazo estipulado ou, justificadamente, pedir prorrogação antes do seu vencimento, sob pena de responsabilização.

Art. 14 Os processos já instaurados permanecerão a cargo das comissões originárias.

Art. 15 Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação, ficando revogada a Portaria n.º 474/2014.

Salvador, 9 de julho de 2019.

Des. JATAHY JUNIOR

Presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia

Este texto não substitui o publicado no DJE-TRE-BA, nº 120, de 10/07/2019, p. 3-5.