Semana da Acessibilidade de Inclusão do TRE-BA encerra com live sobre capacitismo

Tema norteou bate-papo entre a jornalista Carla Bittencourt e a presidente da Abadef e Comped, Silvanete Brandão; entrevista está disponível no perfil do Eleitoral baiano no Instagram

Semana da Acessibilidade de Inclusão do TRE-BA encerra com live sobre capacitismo

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) recebeu, nesta quinta-feira (1º/12), a visita da presidente da Associação Baiana de Deficientes Físicos (Abadef) e do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Salvador (Comped), Silvanete Brandão. Na sede do Regional, ela participou de live com a jornalista Carla Bittencourt para debater sobre preconceito e discrimição contra pessoas com deficiência. 

Na entrevista, que encerrou a Semana da Acessibilidade, Silvanete destacou a importância de discutir o capacitismo, termo que define como “preconceito velado contra pessoas com deficiência”. A transmissão aconteceu pelo Instagram do TRE-BA e pode ser assistida na íntegra aqui.

Mestre em Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social, Silvanete também atua como presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Salvador (Comped). Durante a conversa, intitulada "Você sabe o que é capacitismo?”, ela ressaltou a importância da educação na construção de uma sociedade menos capacitista. “A educação cotidiana, doméstica e na escola são fundamentais para a construção desse novo vocabulário, desta nova sociedade”, pontuou Silvanete.

A iniciativa do TRE baiano foi coordenada pela Assessoria de Sustentabilidade, Acessibilidade e Inclusão (ASSINC) do órgão, que produziu uma programação voltada para a Semana de Acessibilidade e Inclusão - de 28 de novembro até 1º de dezembro. Além da live, o Eleitoral da Bahia publicou postagens relacionadas à acessibilidade e inclusão em suas redes. Para Silvanete, é preciso discutir sobre o tema “no Poder Público e na esfera privada também”.

Mercado de trabalho

A Abadef possui um projeto voltado à inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, o Capacita. Durante o bate-papo, Silvanete explicou que o objetivo é prestar uma consultoria para a iniciativa privada e pública para melhor receber as pessoas com deficiência. Contudo, disse Silvanete, “existe o discurso de que pessoas com deficiência não produzem o suficiente”.

“Como fazemos a inserção, depois temos os feedbacks de que as pessoas com deficiência acabam produzindo muito mais que as outras, são mais engajadas. O que precisamos é quebrar esse tabu, precisamos deixar que essas pessoas sejam incluídas em todos os locais que elas possam mostrar suas capacidades”, destacou Silvanete.

Como combater o capacitismo?

Essas atitudes discriminatórias contra pessoas com deficiência podem aparecer na sociedade de maneira sutil, de forma estrutural. Frases como “dando uma de João sem braço” fazem parte de um conjunto de preconceitos contra este grupo. Como explicou a presidente da Abadef, o capacitismo “traz esse dissabor quando se fala do preconceito" e age para trazer “o preconceito contra nós, fazendo um comparativo com um padrão que existe hoje na sociedade”.

“Quando você pergunta para o acompanhante e não para a pessoa com deficiência, por exemplo, o que deseja, você está sendo capacitista”, alertou Silvanete. 

Como contribuição para mudança, Silvanete propõe que a sociedade passe a “normalizar o encontro de pessoas com deficiência em todos os locais, a partir de uma educação cotidiana”. “Eu sou uma mulher com deficiência. Nós somos capazes de trabalhar e podemos nos divertir também. Então, normalize encontrar pessoas com deficiência em shows, restaurantes, no trabalho e mais”.

Assista a live completa clicando neste link.

Ascom TRE-BA;PS

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