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TRE-BA amplia representatividade feminina na Corte

Desembargadoras destacam a importância da ocupação de espaço pelas mulheres no Judiciário

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O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) avança na representatividade feminina da Corte. Atualmente, três desembargadoras compõem o colegiado, formado por 7 integrantes, reforçando a força feminina no Eleitoral. São elas: Maíza Seal, Carina Canguçu e Patrícia Didier.

Sobre a presença de mulheres em espaços de liderança no Poder Judiciário, especialmente no TRE-BA, a mais nova desembargadora eleitoral, Patrícia Didier, classificou sua chegada ao Tribunal como um marco atual na composição paritária entre homens e mulheres. “É um contexto que torna-se ainda mais relevante, porque acontece na Casa que guarda a democracia”, afirma.

A desembargadora, Carina Canguçu, disse que as mulheres conquistaram um feito histórico, pois quebra um longo ciclo de predominância masculina no colegiado.  “Isto gera um efeito simbólico, de incentivo, para que mais mulheres participem desse processo”, acredita a magistrada.

Segundo Maíza Seal, desembargadora eleitoral, o TRE-BA dá exemplo para mudanças políticas efetivas em todas as esferas da sociedade. “Nós estamos buscando inserir a mulher no cenário político, nas cúpulas de poder, então essa imagem do Tribunal fortalece o desejo das mulheres de ascenderem”, salientou.

História

Essa conquista é importante, pois resgata outros momentos em que a ocupação de espaços de poder pelas mulheres no Judiciário também foi significativa. Nos anos de 1993, 1994, 2002, 2003 e 2012, o Regional também contou com a presença de três desembargadoras na composição da Corte Eleitoral. 

Além de cumprir a determinação da Resolução Nº 525 de 27/09/2023, do CNJ, em prol da equidade na magistratura brasileira, o Conselho aprovou a criação de política de alternância de gênero no preenchimento de vagas para a segunda instância do Judiciário, criando uma nova realidade de representatividade nos espaços de tomada de decisão.

De acordo com o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, a composição da Corte do Eleitoral consolida uma transformação institucional, social, inclusiva e de direito das mulheres. “A ascensão da carreira de mulheres no Judiciário precisa ser normalizada. Essa nova configuração do Tribunal se aplica também nas nossas secretarias. No universo de 11 unidades, nove são geridas por mulheres, além da diretoria-geral, que também é administrada por uma mulher. Isso reitera o cenário de que nós podemos e devemos ocupar espaços de lideranças em todas as instâncias da sociedade”, refletiu.

Para todos verem: Três magistradas vestidas com togas pretas posam juntas, num fundo azul ripado, com as mãos unidas em sinal de cooperação e representatividade. transmitindo uma mensagem de liderança feminina, união e fortalecimento da participação das mulheres na Justiça Eleitoral.

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