Página interna do portal
Seção de conteúdo
TRE-BA atinge menor congestionamento de processos da Justiça Eleitoral em 2025 e consolida posição entre os maiores TREs do país
Informações foram divulgadas na 23ª edição do Relatório Justiça em Números 2026, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que traz outros destaques do TRE-BA
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) registrou, em 2025, a menor taxa (6,4) de congestionamento processual entre os Tribunais Eleitorais do país, índice que representa maior capacidade de movimentar e finalizar processos em estoque. O Regional baiano foi destaque, ainda, figurando entre os cinco maiores TREs do Brasil, na classificação de grande porte, alcançando o quinto lugar no escore nacional. As informações constam na 23ª edição do Relatório Justiça em Números 2026, com base no ano de 2025, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A Corte baiana, única do Nordeste a integrar o grupo como grande porte, teve o escore de 0,652 e figura atrás apenas dos TREs de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. A categorização considera variáveis como despesas totais, quantidade de processos novos e pendentes, além da força de trabalho dos tribunais.
Para Tatiana Andrade Almeida, coordenadora de Planejamento e Gestão Estratégica (COPEG) do TRE-BA, os resultados alcançados demonstram que o planejamento estratégico, aliado ao empenho de magistradas(os) servidoras(es) e colaboradoras(es), tem contribuído para o fortalecimento da Justiça Eleitoral na Bahia. "Mais do que indicadores de desempenho, os dados refletem a identidade e a eficiência do TRE-BA: um tribunal de grande porte em sua infraestrutura e em pessoal, célere e ágil na prestação jurisdicional e que avança na construção de um Judiciário mais plural e representativo, embora ainda se tenha muito a fazer nessa trilha", enfatizou.
Agilidade e eficiência
Ao longo de 2025, a Justiça Eleitoral recebeu 131,2 mil processos e deu baixa em 528,9 mil. O TRE-BA registrou o menor tempo de giro do acervo entre os Eleitorais, ao lado dos TREs de Rondônia e Ceará. O indicador mede quanto tempo seria necessário para acabar a fila de processos se não chegasse nenhum novo processo e se o ritmo de trabalho continuasse o mesmo. O maior tempo entre os tribunais eleitorais foi de um ano e três meses, enquanto o do TRE-BA foi equivalente a um mês.
Outro indicador liderado pelo Regional da Bahia é o tempo de tramitação, que foi, em média, de seis meses para processos baixados, tempo alcançado também pelo TRE-MS e TRE-CE. Já o tempo entre a distribuição e a sentença na fase de conhecimento, é de apenas seis meses no primeiro grau, o menor dentre os tribunais de grande porte, ao lado do Paraná. O Regional também apresenta menor tempo na tramitação dos processos pendentes brutos (nove meses) e líquidos (seis meses), excluídas as execuções.
Força de trabalho e diversidade
A Justiça Eleitoral contava, em 2025, com um total de 34.518 pessoas em sua força de trabalho, das quais 2.828 eram magistradas(os) (8,2%), 21.861 eram servidoras(es) (63,3%), 6.921 eram terceirizadas(os) (20,1%) e 2.908 eram estagiárias(os). Os registros podem ser consultados no Painel de Dados de Pessoal, ferramenta interativa do CNJ que detalha informações sobre faixa etária, cargo, sexo, raça/cor e tempo de serviço do corpo funcional do Poder Judiciário.
O percentual de pessoas negras em todo o Judiciário é de 14,9%, sendo 13,1% pardos(as) e apenas 1,8% pretos(as). A Justiça Eleitoral é o segmento com maior percentual de magistradas(os) negras(os), com 19,7%. O TRE-BA apresenta dados superiores à média nacional nesse quesito. Entre as(os) magistradas(os), 41,1 % se autodeclaram negras(os) — sendo 34,6% pardas(os) e 6,5% pretas(os). Entre servidoras(es), o percentual chega a 55,2% de negras(os), frente a 37,2% no cenário nacional.
Participação feminina
Na força de trabalho do TRE-BA, as mulheres são maioria no quadro de servidoras(es), com percentual de 59%. Nos cargos de chefia, são 51% de mulheres, e nos cargos de assessoramento são 82%. Na magistratura, a presença feminina corresponde a 35% no 1º grau e 16,7% dentre os(as) desembargadores(as). Os dados reforçam a importância de iniciativas como a Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina, regulamentada pela Resolução CNJ nº 255/2018.
Sobre a publicação
O Relatório Justiça em Números é disponibilizado há 22 anos pelo CNJ, com informações relativas às despesas, às arrecadações de receitas, ao acesso à justiça e a indicadores processuais do Poder Judiciário brasileiro. O documento, que contempla os 91 órgãos da Justiça, se consolidou como instrumento de promoção da publicidade e da transparência no sistema judiciário.
Pra Todos Verem: Arte gráfica com fundo em tons de azul-escuro e elementos que remetem à tecnologia. Em destaque, o título "Justiça em Números" aparece em letras grandes brancas, contornado por linhas finas na cor amarela. Na parte inferior, o número "2026" está em destaque na cor amarela.