CODEJE discute desinformação, boas práticas e colaboração institucional das EJEs no TRE-BA
Evento ocorreu na Sala de Sessões do Tribunal, em Salvador, nesta quinta-feira (21/5)
O Colégio de Dirigentes das Escolas Judiciárias Eleitorais (CODEJE) realizou uma reunião extraordinária na manhã desta quinta-feira (21/5) no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em Salvador, para discutir sobre desinformação, compartilhar boas práticas e reforçar o papel das escolas judiciárias no âmbito da Justiça Eleitoral. O evento ocorreu na Sala de Sessões do Tribunal e foi organizado pela Escola Judiciária Eleitoral da Bahia (EJE-BA).
Confira as imagens do evento: CODEJE
O diretor da EJE-BA, desembargador eleitoral Moacyr Pitta Lima Filho, foi responsável por abrir a cerimônia, ocasião em que deu boas-vindas aos(às) colegas das escolas judiciárias de diversos estados e agradeceu a disponibilidade deles(as) em participar do encontro que antecedeu o I Congresso Nacional de Direito Eleitoral (CONADE). “É um prazer realizar essa reunião extraordinária. Uma oportunidade para que os(as) colegas possam comparecer ao congresso e, ao mesmo tempo, debater os temas importantes para as Escolas Judiciárias”, afirmou.
Durante o CODEJE, o desembargador apresentou o projeto “Cidadania em Todo Lugar”, responsável por capacitar servidores e servidoras do TRE-BA no interior para desenvolver atividades de educação cidadã em escolas e comunidades. “Um momento muito especial para mostrar a nossa realidade local aos presentes. Quem sabe esse projeto não possa ser replicado em outros locais?”, sugeriu. A iniciativa conta com a adesão de 130 servidoras(es) e já atingiu cerca de 3 mil alunos pela Bahia.
O presidente do Colégio de Dirigentes das Escolas Judiciárias Eleitorais e vice-diretor da Escola Judiciária Eleitoral do Pará (EJE-PA), desembargador Marcus Alan de Melo Gomes, conduziu a reunião e destacou o fortalecimento das Escolas Eleitorais diante do avanço da informatização das eleições. “Esse encontro acontece num excelente momento para amadurecermos algumas ideias, projetos e um planejamento de como o sistema das EJEs pode contribuir para o fenômeno da digitalização do processo eleitoral, focando na perspectiva das atribuições, na formação dos nossos(as) magistrados(as) e servidores(as) e na informação do(a) eleitor(a) para que ele(a) seja informado(a) e orientado(a) de como esse fenômeno pode interferir na definição do seu voto”, declarou.
O magistrado liderou ainda as discussões em torno da busca por uma política remuneratória das EJEs, com o objetivo de facilitar a contratação de formadores para as capacitações promovidas.
Projeto SEMEAR
Ainda no evento, o coordenador de Combate à Desinformação do Supremo Tribunal Federal (STF), Frederico Alvim, realizou uma exposição apresentando o projeto SEMEAR - Sessões de Educação Midiática, Ética e Análise Responsável da Informação, que atua no combate à desinformação.
O palestrante tratou das metodologias utilizadas, as formas de aplicação, estratégias de narrativas e indicadores para mensuração de resultado. “Esse conteúdo surge como uma forma de tentar alterar a percepção das pessoas a respeito das instituições democráticas, a partir de uma premissa que é a de torná-las menos expostas e mais capazes de lidar criticamente com a informação. A simbologia do nome é porque estamos tentando plantar uma transformação positiva na sociedade”, explicou.
Alvim destacou também a importância do contato interpessoal para efetividade do combate à desinformação e apresentou as primeiras estimativas do trabalho. “Basicamente, o que a gente tem conseguido, em mais ou menos 45 dias de início do projeto, é já termos falado com 625 pessoas e feito nove sessões de imersão e de ativação virtual. A cada sessão vamos aprimorando, fazendo ajustes (...) e eu não tenho dúvida de que os números vão se consolidar de uma maneira ainda maior”, pontuou.
O CODEJE contou com a intervenção artística do poeta, cordelista e músico Maviael Melo dos Santos.

Demais representantes
Marcaram presença na reunião o diretor executivo da Escola Judiciária Eleitoral de São Paulo (EJE-SP), Juiz Renato de Andrade Siqueira; diretor da Escola Judiciária Eleitoral do Ceará (EJE-CE); desembargador Antônio Edilberto Oliveira Lima; vice-diretor da Escola Judiciária Eleitoral da Paraíba (EJE-PB), juiz Rodrigo Clemente de Brito Pereira; diretor da Escola Judiciária Eleitoral do Piauí (EJE-PI), juiz Federal Gustavo André Oliveira dos Santos; diretor da Escola Judiciária Eleitoral do Rio Grande do Norte (EJE-RN); juiz Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro; o diretor da Escola Judiciária de Alagoas (EJE-AL), desembargador Orlando Rocha Filho; diretor da Escola Judiciária Eleitoral do Amazonas (EJE-AM), juiz Cássio André Borges dos Santos; diretor da Escola Judiciária Eleitoral do Distrito Federal (EJE-DF), desembargador Guilherme Pupe da Nóbrega e a diretora da Escola Judiciária Eleitoral do Acre (EJE-AC), juíza Rogéria Mesquita.
CODEJE
O Colégio de Dirigentes das Escolas Judiciárias Eleitorais atua na representação das EJEs, promovendo o intercâmbio de experiências e boas práticas, além da construção de soluções e aprimoramentos que fortaleçam a comunicação com instituições parceiras.
Atualmente, o Brasil conta com 27 Escolas Judiciárias Eleitorais regionais que, em conjunto com a Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral, integram o Sistema EJE. Voltado à difusão do conhecimento, o sistema desenvolve ações de pesquisa, capacitação profissional, publicação e divulgação de estudos relacionados ao Direito Eleitoral e à educação para a cidadania.
Pra todos verem: Foto 1: Na imagem, dez pessoas estão lado a lado em um evento, posando para uma foto em frente a um painel com logos e a palavra “CODEJE”. O grupo é formado majoritariamente por homens usando ternos escuros, gravatas e crachás de identificação. No centro, há uma mulher de vestido branco e óculos. Todos estão em pé, olhando para a câmera.
Foto 2: Um grupo com cerca de 25 pessoas posa para uma foto oficial. Os participantes estão alinhados em frente a um painel com logos e a palavra “CODEJE”. A maioria usa roupas sociais e crachás de identificação.