Servidores(as) do TRE-BA recebem capacitação em comunicação assertiva e atendimento inclusivo
Curso promovido pela EFAS reforça práticas de acolhimento, escuta ativa e linguagem adequada para aprimorar o atendimento ao(à) eleitor(a)

Servidores e servidoras que atuam no atendimento ao público, orientação a eleitores(as), atividades cartorárias e funções de representação institucional do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) participaram, nesta quinta-feira (19/3), do curso “Comunicação Assertiva, Inclusiva e Oratória Institucional”, na Sala de Sessões do Regional. A iniciativa teve o objetivo de aprimorar a qualidade dos serviços ofertados pelo Órgão e fortalecer os vínculos da Justiça Eleitoral com a sociedade.
A chefe da Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Servidores (EFAS), Rosângela Santana dos Reis, explicou que a capacitação foi planejada estrategicamente para o período de maior demanda, principalmente com a aproximação do fechamento do cadastro eleitoral, em 6 de maio. “Neste período, há um crescimento significativo do fluxo e da diversidade de eleitores(as), incluindo idosos(as), pessoas com deficiência e cidadãos(ãs) com diferentes necessidades, que devem ser atendidos(as) com respeito e sensibilidade”, destacou.
Segundo Reis, a formação foi estruturada para alcançar o maior número de servidores(as). “Inicialmente, realizamos uma palestra para os cartórios do interior e, em seguida, promovemos o treinamento presencial no Tribunal, aberto também aos(às) servidores(as) lotados(as) nas secretarias”, completou.
A juíza e professora de oratória jurídica Josélia Gomes do Carmo (TJ-BA), responsável por ministrar o curso, ressaltou a importância da comunicação no serviço público. “A comunicação inclusiva e assertiva é fundamental para garantir um atendimento de qualidade. Muitos problemas do cotidiano estão relacionados à forma como nos comunicamos com o/a cidadão(ã)”, explicou.
Ainda de acordo com a magistrada, em época de maior procura pelos serviços, a comunicação mais humana, eficiente e adequada ajuda a evitar conflitos e transtornos. “É preciso acolher o(a) eleitor(a), ouvi-lo(a) com atenção e sem interrupção, resolver demandas e gerar um impacto positivo, fazendo com que ele(a) se sinta respeitado(a) e bem atendido(a)”, afirmou.
Durante o curso, foram abordadas situações práticas de atendimento, como o acolhimento a pessoas transgênero e a idosos(as), em que o diálogo deve ser direcionado diretamente a eles(as), e não apenas aos acompanhantes. A escuta ativa também foi enfatizada.
Atuação no dia a dia
A servidora Ivanessa Meirelles, da 17ª Zona Eleitoral (Salvador), pontuou que a iniciativa contribui para a reflexão sobre a postura no atendimento. “A comunicação é essencial no nosso trabalho. Precisamos garantir que a informação chegue de forma clara, efetiva e acolhedora, inclusive em situações de conflito, pois pequenas falas podem gerar ruídos. É necessário atuar de forma mais humana, já que representamos a própria Justiça Eleitoral”, salientou.
Erivaldo do Carmo, servidor da 10ª Zona Eleitoral (Salvador), comentou sobre a relevância da iniciativa. “O curso nos ajuda a desenvolver técnicas e a adaptar a linguagem à realidade de cada eleitor(a), o que é essencial diante da diversidade de públicos atendidos”, disse.
Promovida pela EFAS, por iniciativa da Secretaria-Geral da Presidência, o treinamento é válido para o Adicional de Qualificação de Treinamento (AQT).
Pra todos verem: Fotografia mostra a Sala de Sessões do TRE-BA durante uma capacitação. Servidores e servidoras acompanham a atividade, enquanto uma mulher branca, de cabelos loiros, está de pé à frente da sala, conduzindo a apresentação e interagindo com os participantes. Ao fundo, há um telão com conteúdo projetado e uma parede azul. O ambiente é bem iluminado.

